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quinta-feira, 14 de junho de 2012




Conferência das Nações Unidas Rio+20 e Cúpula dos Povos
Pontes de Mudança: Sociedades Sustentáveis e Solidárias


Por ocasião da Conferência Rio+20 e da Cúpula dos Povos (que reúne as organizações não governamentais e está aberta a todos), 20 anos após a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Eco 92, a Quercus torna disponível online gratuitamente, com o projeto PANTOS, o livro "Pontes de Mudança: Sociedades Sustentáveis e Solidárias".

"Pontes de Mudança: Sociedades Sustentáveis e Solidárias" estará acessível para leitura, durante estes dias, em http://pantosecirandas.blogspot.pt/.

Ligando as bases da ecologia dos sistemas de Eugene Odum (autor que tornou familiar a noção e a própria palavra ecossistema e uma das mais influentes figuras da História da Ecologia do século XX) às modernas perspetivas sistémicas, a obra retoma a noção de Sociedades Sustentáveis, prévia à noção (e na sua origem) de Desenvolvimento Sustentável, consagrada na Eco 92.

Num diálogo entre os autores, em torno das atuais questões sociais (e concretamente das presentes realidades de pobreza) e ambientais (e concretamente dos caminhos trilhados pós Eco-92), de desconstrução dos mitos da presente globalização, de abordagem de apostas globais e locais, apontando pontes entre teorias e práticas em essencial diversidade, o livro defende a noção de Sociedades Sustentáveis e Solidárias.

Um diálogo aberto a novas cirandas!

O PANTOS e a Quercus juntam-se assim aos presentes movimentos que têm vindo a disponibilizar informação, investigação e obras para todos, em torno e por ocasião do Rio+20.


Lisboa, 14 de junho de 2012

A Direção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contatar: 
PANTOS: pantos@quercusancn.pt
Sofia Vilarigues: sofiagvi@gmail.com | 919924845
Edgar Silva: edgarfgsilva@gmail.com
Escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Desflorestação da Amazónia Persiste - Morte de 4 Activistas Denuncia a Incapacidade de Travar as Práticas Ilegais




Os crimes mas recentes

No passado dia 24 de Maio foram mortos no Brasil, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. O casal desenvolvia um projecto de exploração sustentável da floresta com 500 famílias de extrativistas, que sobrevivem da venda de óleos vegetais e de frutas como o açaí e o cupuaçu. Dias depois, Herenilton Pereira dos Santos, testemunha do homicídio de José e Maria, também foi assassinado na mesma região. Os ambientalistas faziam parte do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, organização fundada por Chico Mendes, assassinado em 1988 por denunciar conflitos de terra e exploração ilegal de madeira.

No dia 27 de Maio foi também assassinado Adelino Ramos, activista que tinha vindo a denunciar a acção de madeireiros na região da fronteira entre os estados de Acre, Amazónia e Rondónia. Já no início desse mês, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) iniciou uma operação no local, onde apreendeu madeira cortada e gado bovino que se encontrava em áreas legalmente protegidas, sendo que tal leva a crer que esse tenha sido o motivo de sua morte.

As eternas ameaças sobre a Amazónia

A maior ameaça às florestas e à biodiversidade no Brasil é, de acordo com ONGA's brasileiras, a desflorestação. Nessa perspectiva, o Ministério do Meio Ambiente Brasileiro, com diversas parcerias, entre elas algumas internacionais como a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), já começou a mobilizar a sociedade civil para a elaboração de um plano brasileiro de implementação das metas da CDB - Convenção sobre Diversidade Biológica. Porém, conforme aponta o WWF Brasil, o cumprimento dos vários compromissos internacionais assumidos por este país, e a manutenção e conservação das florestas e dos recursos naturais estão em jogo com as alterações propostas no âmbito do novo Código Florestal.

Com efeito, a procura internacional de madeira, pasta de papel, carne e soja são o grande motor por detrás da desflorestação insustentável da Amazónia, Património Mundial, e de outras zonas florestais de grande biodiversidade, e é urgente uma acção mais enérgica da comunidade internacional para a resolução destas questões.

Os apelos para o futuro

Neste Ano Internacional das Florestas, sob o lema “Florestas para Todos” pela promoção de uma gestão sustentável, e na véspera do Rio + 20, é importante relembrar os serviços ambientais que estes ecossistemas prestam a toda a humanidade, definindo caminhos claros e marcando posições para a sua conservação.

A Quercus (Portugal) e o Instituto Caracol (Brasil) lamentam profundamente as mortes agora ocorridas e exigem que estes crimes sejam investigados e não fiquem impunes. Apelam também às autoridades e entidades governamentais do Brasil que mantenham, no âmbito das importantes opções legislativas em curso, uma postura de promoção, defesa e valorização da biodiversidade e da floresta. As duas Organizações Não-Governamentais de Ambiente vêm também manifestar o seu apoio às iniciativas de diversas organizações e entidades governamentais brasileiras de promoção, defesa e valorização da biodiversidade, da floresta e concretamente da Floresta Amazónica, Património Mundial.

A Quercus e o Instituto Caracol aproveitam também para, mais uma vez, defender a necessidade de uma total rastreabilidade da proveniência das madeiras comerciais, de modo a que o consumidor possa dizer não às madeiras não sustentáveis, provenientes da Amazónia ou de quaisquer outras florestas do mundo. É fundamental que, em Portugal, as empresas importadoras de madeiras, nomeadamente do Brasil, bem como os retalhistas que vendem mobiliário, pavimentos, etc, se interessem em garantir que a madeira que vendem, seja de proveniência legal e sustentável.

As duas Associações apelam ainda a uma maior consciência e responsabilidade de cada cidadão enquanto consumidor, de forma a não contribuir directamente ou indirectamente para a situação insustentável que se vive na zona da Floresta Amazónica e em outras áreas florestais de grande biodiversidade, onde a pressão é constante devido aos nossos hábitos de consumo de carne, papel e madeira.


Lisboa, 2 de Junho de 2011


A Direcção Nacional da

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar:


Quercus (Portugal): Sofia Vilarigues – 00 351 96 126 62 98 ou

Nuno Sequeira – 00 351 93 778 84 74


Instituto Caracol (Brasil): Michèle Sato – 00 55 65 3627 6853 ou skype: michele.sato